Comunidade de Curral Novo
Imagem aérea do povoado de Curral Novo fotografada em março de 2025.
Origem do nome
A região, anteriormente denominada Baixa da Égua, recebeu essa nomenclatura devido à grande quantidade de animais presentes no local, que eram mantidos em um antigo curral. Os primeiros moradores da área foram os senhores Cavalcante e José Mole, foram os responsáveis por nomear a localidade. O nome "Curral Novo" surgiu a partir da construção de um novo curral para acomodação dos animais.
Formação Religiosa
No ano de 1920, a comunidade decidiu construir um cemitério em um terreno doado pelo senhor Etelvino José de Sousa. Após sua inauguração, os senhores Antônio Joaquim Pereira e Joaquim iniciaram a celebração da Via-Sacra no local, durante o período da quaresma. Algumas décadas depois, juntaram-se a eles os senhores João, conhecido como João de Zé Bai, e José Liberato. Foi nesse contexto que a comunidade começou a se estruturar, contando com a celebração de missas pelo padre José Maria na residência do senhor Antônio Joaquim Pereira. Desde então, as festividades em honra a Santo Antônio passaram a ser realizadas anualmente.
Os moradores participavam regularmente das celebrações religiosas nas localidades vizinhas de Cristais e Macaúbas. Com o tempo, a necessidade de um espaço próprio motivou a construção de uma capela em um terreno doado pelo senhor Antônio Joaquim. A edificação foi financiada por meio de leilões e doações da população local e de outras regiões. Embora não se saiba ao certo o ano de sua construção, registra-se que as celebrações na casa do senhor Antônio Joaquim ocorreram por um curto período antes da conclusão da capela. Santo Antônio foi escolhido como padroeiro da comunidade, em razão do nome de um dos principais líderes religiosos da época. Entre os primeiros líderes religiosos da comunidade destacam-se Antônio Joaquim Pereira, Joaquim, João, Leodoro, Joaquim José de Sousa, José Liberato e outros cujos nomes não foram registrados.
Educação
A primeira escola pública da região surgiu por volta da década de 1960 e funcionava na residência do senhor Anésio, Antônio Joaquim e em outras casas da localidade. Posteriormente, o senhor Antônio Joaquim doou um terreno para a construção do primeiro prédio escolar da região, que também não há registro de quando foi construído. Em 1998, foi inaugurado o atual Colégio Antônio Joaquim Pereira.
Comércio
O primeiro comércio local foi uma pequena barraca pertencente à senhora Adelina. Alguns anos depois ocorreu a abertura de um bar de propriedade dos senhores José Liberato e Joaquim. Atualmente, a região conta com cinco estabelecimentos comerciais, incluindo bares e mercadinhos.
Cultura e Tradição
Na esfera cultural, a comunidade dispõe de um campo de futebol. Em determinado período, houve a realização de campeonatos, contudo, essa prática foi descontinuada. Desde 2003, a cavalgada tornou-se um evento tradicional e continua a ser comemorada anualmente.
Associação Comunitária
A Associação Comunitária dos Pequenos Produtores Rurais de Curral Novo foi fundada em 1995 pelos senhores Eurico, Anésio, um senhor conhecido como Bebel e a senhora Alzira, com o propósito de conseguir recursos e projetos públicos para seus associados.
Infraestrutura
A energia elétrica chegou à localidade em junho de 2009, inicialmente beneficiando apenas uma parte da população. Algumas famílias residentes em áreas mais afastadas não foram contempladas de imediato, mas, posteriormente, o serviço foi estendido a todas as residências.
O abastecimento de água, desde 1995, provém de um poço localizado em Lagoa do Dourado. No entanto, nem todas as famílias têm acesso ao serviço. Para a reserva de água, a população conta com cisternas fornecidas por um programa do Governo Federal e caixas d’água particulares, onde armazenam água da chuva ou adquirem por meio de caminhões-pipa.
Saúde
No que tange à saúde, a região dispõe de um posto de atendimento inaugurado em 2016 em um imóvel alugado. Após um período de dois anos sem funcionamento, o serviço foi retomado em 2018, atendendo tanto a população local quanto as comunidades vizinhas. Embora tenha sido iniciada a construção de um posto de saúde próprio, a obra permanece inacabada, e os atendimentos continuam sendo realizados no ponto alugado.
Bibliografia
As informações aqui presentes foram tiradas de entrevistas pessoais realizadas em 13 de março de 2025 com:
Antônio Carlos de Sousa (1979) José Liberato Costa (1949)