História da Comunidade de Santa Apolônia

Comunidade de Santa Apolônia

Imagem aérea do povoado de Santa Apolônia fotografada em fevereiro de 2025.

Origem do nome

Relatos históricos indicam que, entre as décadas de 1920 e 1940, já havia moradores estabelecidos na região, dentre os quais foram identificados: José João, Manoel Benedito, Joaquim Amâncio, Antônio Jacinto e Antônio Rodrigues. Contudo, há indícios da presença de moradores ainda mais antigos, cujos nomes não foram registrados. Durante esse período, a região era denominada Fazenda Santa Apolônia, a origem do nome é desconhecida, e a região era subdividida em pequenas localidades conhecidas como Fubá, Saco Limpo, Boca do Poço, Xique-Xique e Lagoa das Vacas.

 

Desenvolvimento da Educação

Entre as décadas de 1940 e 1960, a população cresceu significativamente, levando ao surgimento de escolas particulares. A primeira unidade escolar foi criada na década de 1950, funcionando na residência do senhor José Francisco de França, que também atuava como professor, ministrando aulas por um período aproximado de dois meses. Na década de 1970, durante o mandato do prefeito Sebastião Nunes, foi fundada a primeira escola pública da região, inicialmente localizada na casa do senhor Adolfo Bispo dos Santos e contando com o professor leigo José Olímpio de Meira. Posteriormente, foi construído o primeiro prédio escolar na localidade conhecida como Boca do Poço, onde já existia um campo de futebol.

Em 1986 foi construído o segundo prédio escolar na parte apelidada de Saco limpo, o terreno para a construção foi doado pelo senhor José Vitorino Lopes e foi edificado durante o mandato do prefeito Sebastião Nunes.

Na década de 2000, foi construído o terceiro prédio escolar, localizado na parte da região conhecida como "Beira Rio", em um terreno doado pelo senhor Joaquim José da Silva, durante o mandato do prefeito Sebastião Nunes. Com o crescimento populacional, surgiu a necessidade de dividir a região em Santa Apolônia I e Santa Apolônia II. Atualmente, as escolas da região estão desativadas devido à redução do número de alunos, que passaram a frequentar unidades educacionais no distrito vizinho de Santa Teresinha - Cristais.

 

Formação Religiosa

No início da década de 1980, o senhor Camilo dos Santos Meira, membro da Comunidade Santa Teresinha - Cristais, convidou os senhores José França, Jaime França e José Olímpio para iniciarem a celebração do culto dominical no prédio escolar. Posteriormente, as celebrações passaram a ocorrer nas residências das famílias da região. Antes disso, a comunidade se reunia anualmente nos dias 18 e 19 de março para celebrar as vésperas e a festa de São José, com a recitação da ladainha nas casas de Manoel Benedito e Alexandre.

Na mesma época, Monsenhor Osvaldo, vigário então responsável, celebrava missas nas residências e, em uma dessas ocasiões, comprometeu-se a trazer uma imagem de Santa Apolônia para a comunidade. Embora a origem do nome da região seja desconhecida, a promessa se concretizou em 20 de outubro de 1988, quando a imagem foi recebida com grande festa e levada em procissão para a residência do senhor Miguel de Sousa Lopes, onde houve uma celebração eucarística.

Nessa época, a construção da capela já havia sido iniciada em um terreno doado pelo senhor José Vitorino Lopes. A edificação demorou cerca de quatro anos para ser concluída, devido à dependência de doações e leilões realizados pela comunidade. A mão de obra foi totalmente voluntária, com ampla participação dos moradores. A comunidade estava sob a coordenação da senhora Evanice Rosa de Sousa. Em 1992, com uma grande celebração presidida pelo Padre Itamar, a capela foi inaugurada, e a imagem foi solenemente transferida para seu interior. Desde então, a Festa da Padroeira é celebrada anualmente em 9 de fevereiro.

 

Associação Comunitária e Infraestrutura

Em 1997, foi fundada a Associação Comunitária dos Pequenos Produtores de Santa Apolônia, uma entidade sem fins lucrativos criada para fortalecer a organização social e viabilizar benefícios para os associados. O primeiro presidente da associação foi o senhor Joaquim Francisco de Souza. Dentre as conquistas obtidas por meio da entidade, destacam-se a implantação de sistemas de abastecimento de água, projetos de criação de animais e a aquisição de um terreno para a sede da associação. A comunidade também adquiriu um terreno em frente à capela, atualmente conhecido como "Praça da Igreja".

No final da década de 2000, a operadora Vivo instalou uma torre de telefonia celular na região, nas proximidades do campo de futebol. Atualmente, a região enfrenta desafios relacionados à ausência de um agente de saúde para o acompanhamento das famílias residentes.

 

Economia e Comércio Local

Os primeiros estabelecimentos comerciais da região foram os bares de Aparecido Lopes e José Ribeiro, que atendiam à população local. Com o passar dos anos, outras atividades econômicas foram se desenvolvendo, refletindo o crescimento da comunidade e a necessidade de serviços básicos para os moradores. Atualmente há 4 comércios no local, incluindo mercadinho, bares e borracharia.

 

Bibliografia

As informações aqui presentes foram tiradas de:

 Trabalho produzido pelo senhor José Olímpio, 2012

 Ata da Comunidade, 1998

Entrevistas pessoais realizadas em 20 de fevereiro de 2025 com:

 José Olímpio de Meira (1944)              Ana Aparecida de Jesus Lopes (1961)

                                               

 

 Ambrozina Pereira dos Santos Alves (1965)              Joaquim José da Silva (1948)