História da Comunidade de Roça Velha

Comunidade de Roça Velha 

Imagem aérea do povoado de Roça Velha fotografado em março de 2025.

Origem do nome

A região sempre foi denominada Roça Velha, embora a origem do nome seja desconhecida. Os primeiros habitantes identificados foram Antônio Chaves, Antônio Sebastião, José de Maria, Miguel e Francisca, entre outros cujos nomes não foram registrados.

 

Formação Religiosa

Inicialmente, os moradores precisavam deslocar-se até Cristais ou localidades vizinhas para participar de celebrações religiosas, como cultos e missas. Posteriormente, essas celebrações passaram a ocorrer em residências da própria região. A partir de 2001, as celebrações religiosas passaram a ocorrer regularmente no prédio escolar. Em 2003, o senhor Ireno Alves de Araújo organizou a construção de uma capela, em um terreno doado pelo senhor Antenor José de Oliveira. Os recursos para a obra foram obtidos por meio de doações de moradores locais e de outras regiões, leilões e da mão de obra voluntária dos habitantes interessados. A construção levou aproximadamente três anos para ser concluída, embora ajustes e melhorias tenham sido realizados ao longo do tempo. A primeira diretoria foi composta por Ireno Alves de Araújo, Marileide Rosa de Oliveira, Antenor José de Oliveira, Paulo José dos Anjos Neto, Paldo Abílio dos Santos e Maria Rosa de Oliveira. Inicialmente, a comunidade pertencia à Paróquia de Santa Luzia de Ibipitanga, da Diocese de Livramento de Nossa Senhora, até o ano de 2010, quando passou a integrar a Paróquia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, pertencente à Diocese de Caetité. A padroeira da comunidade é Nossa Senhora Rainha da Paz, cuja imagem foi doada pelo senhor Nelson Mascate e entregue à comunidade em 18 de junho de 2005, às 16h30, durante uma bela celebração presidida pelo Padre Paulo, momento de grande alegria para os moradores.

 

Associação Comunitária

Ainda em 2003, foi fundada a Associação Comunitária e Beneficente dos Trabalhos Rurais de Roça Velha e Pedrinhas, com o propósito de viabilizar projetos comunitários para a região. No entanto, a associação encontra-se atualmente desativada devido à falta de membros para compor sua diretoria. Os membros da comunidade atualmente compõem a associação fundada na comunidade de Jurema.

 

Desenvolvimento da Educação

A primeira escola foi fundada por volta de 1981, funcionando na residência do senhor Antenor José de Oliveira, até a construção do prédio escolar em 1991, em um terreno doado pelo próprio Antenor. No setor educacional, as aulas no prédio escolar foram suspensas em 2020 em decorrência da pandemia da Covid-19 e não foram retomadas. Desde então, os alunos da região passaram a frequentar a escola localizada em Macaubinhas.

 

Infraestrutura

No âmbito da infraestrutura, a energia elétrica chegou à comunidade por volta de 2008. No ano de 1992, foi instalada a rede de abastecimento de água encanada, inicialmente atendendo apenas a escola, sendo estendida às demais famílias algum tempo depois.

 

Comércio

Atualmente, a região conta com poucos comércios locais, sendo eles bares, e alguns carros com mercadorias que passam na região, normalmente vindo de Ibipitanga.



Bibliografia

As informações aqui presentes foram tiradas de:

 Ata da Comunidade, 2005, 2010

Entrevistas pessoais realizadas em 12 de março de 2025 com:

 Petronilia Jesus de Souza (1938)           Antenor José de Oliveira (1950)